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Boas iniciativas divulgam o turismo de Brumadinho pelo Brasil afora

Ao mesmo tempo que Brumadinho virou um grande canteiro de obras, inacabáveis, depois do crime da Vale ocorrido em janeiro de 2019, vemos que daqui e dali há forças que visam promover o turismo, com o objetivo maior de sair da dependência do minério, e mostrar ao mundo e as lideranças políticas que o município é muito maior do que a economia extrativa minerária.

 

Desta forma, a exposição “Brumadinho de Braços Abertos” foi montada na Câmara dos Deputados em Brasília, entre os dias 10 e 14 de abril, depois de ter passado pelos aeroportos de Confins e Santos Dumont, com o objetivo de divulgar os atrativos turísticos do município, apresentados em grandes painéis pelo fotógrafo Kadu Niemeyer. Fotos que mostram as belezas e riquezas culturais, naturais e históricas do município emancipado em 1938, mas que já existia bem antes desta data, nos distritos setecentistas de São José do Paraopeba, Piedade do Paraopeba, Aranha e Conceição de Itaguá.

 

A exposição “Brumadinho de Braços Abertos” é baseada no livro de mesmo nome que foi lançado em julho de 2022, durante o Festival de Inverno de Casa Branca. Seu objetivo é mostrar que o município está apto para receber turistas não só no Inhotim, mas em todo os seus 640 quilômetros de extensão territorial.

 

Os 50 painéis fotográficos de Kadu Niemayer registram monumentos históricos, naturais, a Serra da Moeda, o Parque do Rola Moça, os casarios de Piedade do Paraopeba, assim como a Igreja de Nossa Senhora da Piedade, mais antiga que as igrejas de Mariana e Ouro Preto, além da rica cultura proveniente do tempo dos Bandeirantes, dos quilombolas, além disso, Brumadinho tem uma grande vocação para o esporte radical, entre tantos atrativos que o município tem para oferecer, além do Inhotim, é claro, o maior Museu de Arte Contemporânea Aberto do Mundo.

 

“Brumadinho de Braços Abertos” é um projeto que conta com a parceria do Ministério Público do Trabalho, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba, do EShow Promoções e da ONG Avabrum – Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos da Tragédia do Rompimento da Barragem Mina Córrego Feijão de Brumadinho. E não vai parar em Brasília, já tem agenda para outros estados.

 

E para somar a boa iniciativa, outra também muito importante para o turismo não só de Brumadinho, mas de toda a região, foi realizada pelo IGR Veredas, quando participou da décima edição da WTM Latin America, inaugurada no dia três de abril. O Veredas teve a oportunidade de lançar a nova marca “Veredas”, antes era Circuito Turístico Veredas, e as experiências turísticas de todos os 14 municípios envolvidos na iniciativa.

 

Os receptivos da IGR Veredas, HT Happy Travel e Brumatur Receptivo, tiveram a oportunidade de comercializar a região “Veredas” durante todos os dias do evento. Além disso, a IGR Veredas, com seus parceiros, incluindo um representante do Inhotim, apresentou a região como um diferencial em Minas Gerais – “Veredas, do Tradicional ao Contemporâneo”.

 

“Brumadinho de Braços Abertos” e a participação do “Veredas” na WTM Latin América, são iniciativas importantes para divulgar o que Brumadinho tem a oferecer em termos de turismo, enquanto ainda lutamos para apagar a marca enorme de minério deixada pelo crime da Vale, com todas as suas inúmeras sequelas. Entretanto, este ‘Canteiro de Obras’ que virou Brumadinho depois do caos de 25 de janeiro de 2019 precisa ter um fim. O município está tal qual uma casa inacabada onde o proprietário ao invés de terminar a obra foi puxando cômodos aleatórios e, assim, a hora de fazer o acabamento no imóvel nunca chega.

 

Já que há boas iniciativas estão divulgando nosso precioso município, está na hora, sim, de manter uma constante manutenção nas estradas, nas ruas, nas sinalizações, nas pinturas dos imóveis que deterioram muito rapidamente por causa dos transtornos da economia do minério. Está na hora de termos praças arborizadas, locais de lazer organizados. O município está carente de uma logística funcional para a qualidade de vida de seus moradores e de seus visitantes. Já disse e torno a repetir: o município tem que ser tratado igual a uma casa: manutenção constante. Se a casa é grande, assim como Brumadinho é, os cuidados precisam ser os mesmos, pois de nada adianta ter uma casa grande se não temos como fazer sua manutenção.

 

Cidade turística precisa ser boa primeiro para os moradores, depois para os turistas, mas enquanto isso, vamos explicando aos turistas que as obras intermináveis são por causa da tragédia/crime. Mas os argumentos estão a cada dia menos convincentes.