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Pedidos de Justiça ecoam pelas ruas de Brumadinho com a Marcha da Resistência

Aconteceu hoje, dia 13 de dezembro, uma manifestação pacífica liderada pelas lideranças das comunidades atingidas. Os manifestantes saíram da entrada da cidade e foram caminhando pelas ruas até o plenário da Câmara Municipal aonde aconteceu a audiência dos representantes das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Barragem, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e da Câmara dos Deputados para entregar os relatórios que foram elaborados pelas duas CPIs da Barragem.

Cerca de 60 cidadãos fizeram o trajeto, da entrada da cidade até a Câmara Municipal, com cartazes que pediam justiça e gritos contra a mineradora Vale. Todos usavam nariz de palhaço para chamar a empresa de assassina. O Jornal Circuito Notícias apoia toda manifestação dos cidadãos brumadinhenses que lutam pela justiça e por seus direitos como cidadãos atingidos pelo crime cometido em janeiro de 2019.

No plenário da Câmara Municipal de Brumadinho os manifestantes continuaram seus gritos de “Justiça” e “Vale Assassina” como forma de demonstrar sua tristeza e revolta com a empresa e com a forma com que a Vale vem tomando decisões. O Prefeito Nenen da Asa esteve presente na Audiência de entrega de relatórios e declarou seu apoio incondicional a população e aos atingidos. Nenen da Asa afirmou ainda que o acordo aprovado a alguns dias que garante que o pagamento emergencial seja estendido por mais 10 meses deve ser repensado, já que vários cidadãos foram desfavorecidos. “Os moradores já se levantaram contra a decisão da justiça e esse acordo precisa ser revisto. Caso contrário Brumadinho vai parar e eu vou estar do lado da população”, afirmou o Prefeito.

O relatório realizado pela ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) responsabiliza a mineradora Vale pelo rompimento da barragem B1 e pede que 11 funcionários, entre dirigentes e funcionários, além de dois auditores da empresa TÜV SÜD sejam indiciados. O relatório elaborado pela Câmara dos Deputados propõe o indiciamento das empresas Vale, TÜV SÜD e de mais 22 pessoas que estariam ligadas ao crime.