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Jornal afirma que Governo Bolsonaro exigiu propina na compra de vacinas

Representante da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, afirmou que o atual Diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, pediu cerca de US$ 1 de propina por dose que seria comprada, durante jantar em Brasília

A notícia foi veiculada após o representante de uma das empresas vendedora das vacinas afirmou em entrevista para a Folha de São Paulo que havia recebido um pedido de propina, cerca de US$ 1 por dose, para que o acordo da compra fosse firmado com o Ministério da Saúde. O jantar teria acontecido no dia 25 de fevereiro de 2021, no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, no DF.

A empresa Davati Medical Supply havia procurado a pasta com a intenção de negociar cerca de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca, com o valor de US$ 3,5 por dose. Pouco tempo após o encontro e a parceria não ter sido firmada o valor de cada dose da vacina passou a valer US$ 15,5.:59TruvidfullScreen

“Eu falei que nós tínhamos a vacina, que a empresa era uma empresa forte, a Davati. E aí ele falou: ‘Olha, para trabalhar dentro do ministério, tem que compor com o grupo’. E eu falei: ‘Mas como compor com o grupo? Que composição que seria essa?’”, contou em entrevista Luiz Paulo Dominguetti.

“Aí ele me disse que não avançava dentro do ministério se a gente não compusesse com o grupo, que existe um grupo que só trabalhava dentro do ministério, se a gente conseguisse algo a mais tinha que malhorar o valor da vacina, que a vacina teria que ter um valor diferente do que a proposta que a gente estava propondo”, declarou à Folha o representante.

Outro detalhes foram expostos por Dominguetti, ​”Eu falei que não tinha como, não fazia, mesmo porque a vacina vinha lá de fora e que eles não faziam, não operavam daquela forma. Ele me disse: ‘Pensa direitinho, se você quiser vender vacina no ministério tem que ser dessa forma”.